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O que o brasileiro sabe sobre o colesterol?

Henrique Tria Bianco, André Arpad Faludi, José Rocha Faria Neto, Raul Dias Santos, Francisco A Fonseca, Marcelo C. Bertolami, Maria Cristina O. Izar, José Francisco Saraiva, Ana Paula Chacra, Antonio Laurinavicius
Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia - São Paulo - SP - Brasil

Fundamentação Avançar e trocar conhecimento sobre as causas, história natural, tratamento e prevenção da doença aterosclerótica são pilares fundamentais para iniciativas que contemplem a redução do risco cardiovascular. Entretanto, o inadequado gerenciamento de dados populacionais pode inviabilizar aplicação de políticas de apoio de ações preventivas.

Objetivo Verificar a percepção e o panorama sobre o conhecimento da população brasileira sobre o colesterol e seu impacto na saúde.

Material e Método O período de coleta dos dados (31/01 a 06/02 de 2017), de forma “online”, com duração de 15’, com 850 participantes, idade >25a, envolvendo todas as classes sociais. A amostra constitui-se de 53% de participantes femininos, e distribuição etária: 39% (25-34a); 29% (35-44a) e 32% (acima de 45a). Quanto às regiões territoriais: 6% (norte); 8% (centro-oeste); 15% (sul); 23% (nordeste) e 48% (sudeste).

Resultados Em escala quantitativa, a preocupação com o colesterol foi de: 41% (nenhuma); 30% (pouca); 29% (muita preocupação). 32% acreditam que a principal causa de morte são as doenças cardiovasculares, embora 86% acreditam que o colesterol pode causar “problemas ao coração”. Quando a pergunta feita “você sabe qual é o colesterol ruim”: 35% (LDLc); 22% (HDLc); 9% (triglicérides); 32% (não sabiam responder). “Quem deve medir o colesterol”: 89% (todas as pessoas, incluindo as crianças); 4% (somente quem tem histórico familiar); 7% (não sabiam ou outras respostas). 67% dos entrevistados não sabiam suas taxas atuais de colesterol, com 54% (mediu há <1ano); 22% (1 a 2 anos); 14% (>2anos). 65% só mediram suas taxas de colesterol após adultos e 11% nunca fizeram exame. Com relação às metas individualizadas, 18% acreditam saber qual a meta do colesterol. Quanto ao uso de medicação, 11% fazem uso de terapia específica, mas apenas 20% lembram o nome da medicação em uso. Outro dado obtido foi de que 51% acreditam que o tratamento deve ser feito em longo prazo, enquanto de 49% desconhecem a duração da terapia medicamentosa.

Conclusões Parcela significativa da população entrevistada acredita que todos devem verificar as taxas de colesterol, no entanto, de forma contraditória, poucas declaram conhecer suas taxas e a minoria sabe suas metas. Estes dados refletem o desconhecimento da população. Há, portanto, a necessidade de melhor diálogo sobre implicações mais amplas. Acreditamos que a única maneira de reverter as escalonadas taxas de mortes relacionadas às doenças cardiovasculares passa por incrementar e ativar programas de informações e de prevenção.

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XXXVIII Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

15, 16 e 17 de junho de 2017
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