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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Capacidade antioxidante da HDL está associada com subfrações menores dessa lipoproteína em indivíduos diabéticos

Flávia De Conti Cartolano, Gabriela Duarte Dias, Antonio Martins Figueiredo Neto, Nágila Raquel Teixeira Damasceno
Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP) - São Paulo - SP - Brasil, Instituto de Física da USP (IFUSP) - São Paulo - SP - Brasil

 

INTRODUÇÃO – Embora a baixa concentração de HDL seja aceita como fator de risco independente para doenças cardiovasculares, estudos têm questionado tal associação, propondo a hipótese de que a simples mensuração do colesterol associado à HDL não permite avaliar todas as suas funções ateroprotetoras. Enquanto as partículas grandes de HDL são mais competentes no transporte reverso de colesterol, as partículas pequenas têm sido associadas às propriedades antioxidante e anti-inflamatória, podendo prevenir a oxidação da LDL. Em indivíduos diabéticos o metabolismo lipídico encontra-se alterado, porém o impacto na capacidade antioxidante da HDL (CAH) não foi explorado na literatura. OBJETIVO – Analisar as subfrações da HDL em indivíduos diabéticos e não diabéticos e avaliar a possível associação dessas com sua capacidade antioxidante da HDL. MÉTODOS - Estudo transversal incluindo indivíduos diabéticos (DM=171) e não diabéticos (nãoDM=151) com idade entre 30 e 74 anos e de ambos os sexos. Foram coletadas amostras de sangue para avaliar o perfil lipídico e o tamanho de HDL. As concentrações de colesterol total, triacilgliceróis, colesterol associado à lipoproteína de alta densidade (HDL-C) e apolipoproteína AI (APO AI) foram analisadas por kits comerciais e métodos padronizados. O colesterol associado à lipoproteína de baixa densidade foi estimado pela fórmula de Friedewald. A CAH foi baseada no método Lag time, sendo a LDL utilizada como substrato oxidável e o CuSO4 como agente oxidante. A análise das subfrações da HDL foi realizada pelo sistema Lipoprint®. As análises estatísticas foram realizadas com o auxilio do software SPSS versão 23.0 e a significância estatística adotada foi de p<0,05. RESULTADOS – Não houve diferença entre CAH, segundo presença de DM (DM=71,8 min; não DM=72,4 min; p=0,589). Entretanto, quando a CAH foi analisada somente no grupo DM observou que indivíduos com maiores valores e superiores ao ponto do corte (p50=69,2 min) apresentaram menor conteúdo de HDL-C, APO AI, e percentual e concentração de subfrações de HDL grande. A CAH correlacionou-se positivamente com os NEFAS (r=0,236; p=0,006), embora não tenha se associado a outros parâmetros anti-inflamatórios (TNF-a, IL10, PCR), antioxidantes (PON1) e oxidantes (LDLm, anti-LDLm). CONCLUSÃO – Capacidade antioxidante da HDL se associou a menores subfrações dessa lipoproteína, embora não tenha se relacionado com marcadores sistêmicos de inflamação e de estresses oxidativo, exceto NEFAS no grupo com diabetes.

 

Suporte financeiro: FAPESP 2015/06222-0; 201113616-4; INCT-FCx, NAP-FCx.

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