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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Impacto da classificação do CAD RADS pela Angiotomografia de coronária no departamento de emergência na síndrome coronariana aguda de baixo risco

Roberto Caldeira Cury, Mauricio Rodrigues Jordao, Juliana Hiromi Matsumoto Belo, Bernardio Abreu, Luciano Aguiar, Helder Andrade Gomes
Hospital Samaritano - São Paulo - SÃo PAulo - Brasil, ALTA Diagnostico - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: A angiotomografia de coronária (TC) é um método robusto para avaliação da dor torácica no serviço de emergência (SE) em pacientes de baixo TIMI 1 e 2. Os objetivos do CAD RADS são orientar a conduta cardiológica. O objetivo deste estudo é comparar o impacto da classificação CAD RADS pela TC de coronária em relação aos custos, número angiografia invasiva (Cate) e eventos MACE em 30 dias em pacientes com Timi risco 1 e 2. O objetivo secundário é a avaliação do impacto da TC de coronárias no tratamento clínico de pacientes com diagnóstico confirmado de doença arterial coronariana não obstrutiva.

 Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo observacional que inclui todos os pacientes com síndrome coronariana aguda e risco TIMI 1 e 2, submetidos à TC coronariana de janeiro de 2015 a junho de 2015. A TC de coronária foi revisada a classificação CAD RADS.

 Resultados: Foram incluídos no estudo 83 pacientes consecutivos com risco TIMI 1 e 2. Média da idade de 54 ± 12 anos e 62% do sexo masculino. Os grupos foram divididos em três: estenose coronariana não significativa (CAD RADS de 0 a 2) grupo A, estenose moderada (CAD RADS 3) grupo B e estenose grave (CAD RADS 4A e 4B) grupo C. O custo hospitalar do Grupo A foi de R$2328,33 ± 1147,70, o Grupo B foi de R$15489,33 ± 8279,13 e do Grupo C foi de R$43326,23 ± 26519,36 (p <0,05 para todos os grupos de comparação). Do grupo A, 95% dos pacientes foram liberados diretamente do SE. E no grupo C todos os pacientes foram internados na Unidade de Terapia Intensiva. Do Grupo B 4 pacientes foram submetidos à CATE e a correlação com TC foi de 75% (3/4), um falso positivo pela TC. Do Grupo C todos os pacientes foram submetidos à CATE e temos uma correlação de 100% entre CATE e TC (10/10). Os eventos MACE em 30 dias foram 0 revascularização coronariana para o Grupo A, 50% para o Grupo B e 100% para o Grupo C (P <0,05). Nenhum evento duro foi observado em nenhum grupo. Todos os pacientes com CAD RADS 1 e 2 foram liberados de SE com aspirina e estatina.

ConclusãoOs pacientes com CAD RADS 3 e 4 tiveram um impacto crescente no aumento dos custos, número de angiografia invasiva e revascularização coronariana no cenário do SE. Pacientes com CAD RADS com menos de 3 foram liberados directamente do SE evitando hospitalização desnecessária sem eventos MACE em 30 dias. Pacientes com CAD RADS com menos de 3 foram liberados directamente do SE evitando hospitalização desnecessária sem eventos MACE em 30 dias. 

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