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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

OCORRÊNCIA DE CHOQUE EM IDOSOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: PREVALÊNCIA E CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

Luciana Rocha Nogueira, Winnie da Silva Alves , Nilmar Bispo Santana, Katia Grillo Padilha, Eduesley Santana Santos, Renata Eloah de Lucena Ferretti-Rebustini
ESCOLA DE ENFERMAGEM DA USP - SÃO PAULO - SP - BRASIL

É cada vez maior o numero de pacientes idosos internados nas unidades de terapia intensiva, por condições associadas com grande morbidade e mortalidade, como o choque. Apesar de sua importância, não se sabe ao certo qual sua prevalência exata entre os idosos pois dados epidemiológicos recentes em nosso meio são escassos. Objetivo: Identificar qual a prevalência de choque em idosos na UTI, de acordo com o subtipo clínico-hemodinâmico, nas primeiras 24 horas de internação. Métodos: Por meio de um estudo secundário, foram analisados os registros de 101 casos pertencentes ao estudo “Caracterização Clínica Admissional de Adultos e Idosos em Unidade de Terapia Intensiva”. Foram extraídos dos registros dados demográficos (sexo e idade), a ocorrência de choque e seu subtipo clínico-hemodinâmico. Os dados foram coletados com referência às primeiras 24 horas do idoso na UTI e analisados descritivamente. Resultados: Dos 101 casos, 44% eram idosos (n=44), em sua maioria homens (52,3%). Os homens apresentaram uma média de idade de 69,26±5,59 anos, enquanto as mulheres tinham 75,14±9,48 anos. Os participantes idosos foram internados em UTI não cardiológicas para tratamento clínico (54,5%) de condições digestórias (22,7%) ou respiratórias (15,9%). A prevalência de choque em idosos na UTI foi de 11,4%. Dentre os subtipos de choque, o choque séptico foi responsável por 100,0% dos casos. Os demais subtipos de choque não foram observados, em função do número reduzido de casos (n=44), o que possivelmente será alterado com o aumento do número de casos. Conclusão: A prevalência de choque em idosos na UTI foi relativamente baixa em comparação com estudos que analisaram casuísticas de adultos e idosos. Mesmo considerando apenas a ocorrência de choque séptico, os valores de prevalência encontrados são inferiores aos descritos anteriormente em outros estudos. De todo modo, os resultados do presente estudo ainda não podem ser considerados conclusivos por serem parciais, mesmo já apontando que em idosos os quadros infecciosos podem representar a principal causa dos estados de hipoperfusão tecidual conhecidos como choque, em UTI não cardíacas. O enfermeiro deve estar atento para os quadros infecciosos em idosos que podem culminar com a instalação de quadros de choque.

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